The Adobe Illustrator Story | A história do Adobe Illustrator

(texto em português logo abaixo)

When Adobe Illustrator first shipped in 1987, it was the first software application for a young company that had, until then, focused solely on Adobe PostScript. The new product not only altered Adobe’s course, it changed drawing and graphic design forever.

Watch the Illustrator story unfold, from its beginning as Adobe’s first software product, to its role in the digital publishing revolution, to becoming an essential tool for designers worldwide. Interviews include cofounder John Warnock, his wife Marva, artists and designers Ron Chan, Bert Monroy, Dylan Roscover and Jessica Hische.

Another story of how intelligence, originality of thought and the will to make a difference of a few people can make a difference for many people.

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Quando o Adobe Illustrator foi lançado em 1987, foi o primeiro software de uma empresa jovem, que tinha, até então, se focado exclusivamente na sua linguagem Adobe PostScript. O novo produto não só alterou o curso da Adobe, como mudou a cara do desenho, da ilustração e do design gráfico para sempre.

Assistir a história do Illustrator, desde o seu início como o primeiro produto da Adobe, ao seu papel na revolução da editoração eletrônica, para tornar-se uma ferramenta essencial dos designers de todo o mundo. Entrevistas incluem o co-fundador John Warnock, sua esposa e designer gráfica Marva, e os artistas e designers Ron Chan, Bert Monroy, Dylan Roscover e Jessica Hische.

Outra história de como a inteligência, a originalidade de pensamento e a vontade de fazer a diferença de algumas pessoas pode fazer a diferença para muitas pessoas. (vídeo em inglês)

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“Everything is Design – The Work of Paul Rand.” I visited in New York this small – but very good – exhibition

(versão em português pode ser lida no post abaixo)

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I visited this small – and great! – exhibition at the Museum of the City of New York with a selection of works (many are original pieces!) of Paul Rand, the legendary graphic designer, known mainly for his work in corporate identity (including here some classic logos, such as IBM or Westinghouse).

“Everything is Design – The Work of Paul Rand” features more than 150 advertisements, posters, brochures and corporate books of this well recognized icon of American design.

Born in Brooklyn, Rand, in the 30s, began working on magazine covers (mainly covers for Esquire and Apparel Arts – the Apparel Arts was the first name of Gentlemen’s Quarterly, the well-known GQ magazine).

In the 40s, he worked as an art director in the Weintraub agency on Madison Avenue. In advertising, he revolutionized the art direction, leaving the conventional model of “photo and title” to a more artistic language strongly influenced by cubism and constructivism that were the European avant-garde at the time.

Later – and until the end of his life – he served as designer of some of the leading and most influential companies in the period (IBM, ABC, UPS, NeXT and Steve Jobs). He has designed identity systems and complete visual communications (something that was not so common at the time and was the very beginning of what we now call branding), ranging from packaging to the development of corporate signage. Projects always based on very strong logos, many of them are still in use.

He was also a professor at Yale University where he influenced a generation of young professionals.

His visually stimulating language and amazing design problem-solving ability attracted admirers throughout his life. And his influence is still present in the way corporate identities are built.

Some pictures I took of the exhibition:

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Ad for Benzedrine in tablets and elixir for the pharmaceutical company GlaxoSmithKline. Innovative layout with more emphasis on typography. (A curiosity that has nothing to do with Rand Paul: the benzedrine was used at the time – and as being sold in the ad – to breathe better but soon people discovered that it also has a stimulating effect (it was a type of amphetamine) and eventually became one of the first “recreational” drugs in the world.

thumb_IMG_0274_1024Book covers: always a interesting style that combines bold colors, illustrations and layout with a constructivist touch.

thumb_IMG_0275_1024thumb_IMG_0276_1024thumb_IMG_0277_1024Packaging, poster and other pieces for El Producto cigars, developed in Weintraub agency, merging cool illustrations, great typography, geometries and colors. (This American brand of cigars still exists today, but not so well-known how it was at the time, when its main advertiser was the famous comedian and writer George Burns).

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thumb_IMG_0280_1024Ads for Coronet Brandy and the Mr. Disney hats (nothing related with Walt Disney)

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thumb_IMG_0267_1024Very cool packaging and brochures for IBM. (And you complaining that your corporate client just generate dull design!)

thumb_IMG_0263_1024The Next logo also had bicolor versions, using the identity color palette.

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Original identity manuals of IBM, Westinghouse, The Limited (network of clothing stores) and Next.

For those who want to know more, a complete library of the Paul Rand’s work, his life and history can be read and known on the site http://www.paul-rand.com.

The exhibition runs until 19 July and I visited in May this year (2015).

I finish the post with a great sentence of Rand: “Visual communications of any kind … from billboards to birth announcements, should be seen as the embodiment of form and function: the integration of the beautiful and the useful.”

“Everything is Design – The Work of Paul Rand”. Visitei em Nova York essa pequena – mas ótima – exposição.

(english version can be read in the above post)

thumb_IMG_0284_1024Visitei essa pequena – e ótima! – exposição no Museum of the City of New York com uma seleção de trabalhos (muitos são peças originais!) do Paul Rand, lendária figura do design gráfico, conhecido principalmente pelo seu trabalho em identidade corporativa (incluindo aí alguns logos clássicos, como da IBM ou da Westinghouse).

“Everything is Design – The Work of Paul Rand”(“Tudo é projeto: o trabalho de Paul Rand”) apresenta mais de 150 anúncios, cartazes, brochuras e livros corporativos deste conhecidíssimo ícone do design americano.

Nascido no Brooklyn (bairro nova iorquino muito tradicional onde comi uma pizza no Grimaldi’s – conhecida como a melhor pizza de NY – 😉 – Rand, nos anos 30, começou trabalhando em capas de revista (principalmente capas para a Esquire e a Apparel Arts – a Apparel Arts foi o primeiro nome da Gentlemen’s Quarterly, a conhecida GQ, que tem também edição brasileira, representada e desenvolvida aqui no Brasil pela editora Globo).

Nos anos 40, ele trabalhou como diretor de arte na agência Weintraub, na Madison Avenue (famosa avenida nova iorquina onde nasceram algumas das maiores agências de publicidade do mundo, incluindo as icônicas Doyle Dane Bernbach (a DDB, que hoje é sócia da brasileira DM9), dos comerciais do Fusca, a BDO (que depois virou BBDO, um grupo multinacional que é sócio da brasileira Almap) e a Young&Rubicam, que aqui no Brasil é parte do grupo do Roberto Justus). Em publicidade, ele revolucionou a direção de arte, saindo do modelo convencional de “foto e título” para uma linguagem mais artística muito influenciada pelo movimentos cubistas e construtivistas que eram a vanguarda européia na época.

Mais tarde – e até o final da vida – ele atuou como designer de algumas das principais e mais influentes empresas do período (IBM, ABC, UPS, e a NeXT do Steve Jobs), onde concebeu sistemas de identidade e comunicações visuais completas e super abrangentes (algo que não era tão comum na época e foi o comecinho daquilo que hoje chamamos de branding), que vão desde embalagens até o desenvolvimento de sinalização. Projetos sempre baseados em logotipos fortíssimos, muitos dos quais estão em uso até hoje.

Foi também professor na Universidade Yale onde influenciou uma geração de novos profissionais.

Sua linguagem visualmente estimulante, e sua incrível capacidade de resolução de problemas de design atraiu admiradores durante toda sua vida. E sua influência ainda hoje é presente no modo como são construídas as identidades corporativas.

Algumas fotos que tirei da exposição:

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Anúncio para Benzedrina em tabletes e elixir, para o laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline. Diagramação diferenciada com mais destaque para a tipografia do que para a foto. (uma curiosidade que não tem nada a ver com o Paul Rand: a benzedrina era usada na época – e conforme está sendo vendida no anúncio – para respirar melhor. Mas logo descobriram que tinha também um efeito estimulante (era um tipo de anfetamina), e acabou virando uma das primeiras drogas “recreativas” do mundo.

thumb_IMG_0274_1024Capas de livros: sempre com estilo despojado que une cores fortes, ilustrações e diagramação com um toque construtivista.

thumb_IMG_0275_1024thumb_IMG_0276_1024thumb_IMG_0277_1024Embalagem, pôster e outras peças para os charutos El Producto, desenvolvidos na agência Weintraub, na Madison Avenue, mesclando ilustrações despojadas, tipografia marcante, geometrias e cores. (Essa marca americana de charutos existe até hoje, mas sem a força que tinha na época, quando seu garoto propaganda era o famoso comediante George Burns).

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thumb_IMG_0280_1024Anúncios para o conhaque Coronet e para os chapéus Mr. Disney (marca que também existe até hoje) (nada a ver com o Disney).

thumb_IMG_0268_1024thumb_IMG_0271_1024
thumb_IMG_0267_1024Embalagens e brochuras bacanésimas para a IBM. E você aí reclamando que só dá pra fazer layout sem graça pro seu cliente corporativo.

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O logo da Next tinha também versões bicolores, usando a paleta da identidade.

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Manuais originais dos projetos de identidade visual da IBM, Westinghouse, The Limited (rede de lojas de roupas) e da Next.

Pra quem quiser saber mais, uma biblioteca completa dos trabalhos do Paul Rand, sua vida e história podem ser lidos e conhecidos no site http://www.paul-rand.com (em inglês).

A exposição vai até 19 de julho e eu a visitei em maio desse ano (2015).

Finalizo o post com uma frase bacana do Rand: “Comunicação visual de qualquer tipo, seja persuasiva ou informativa, de cartazes até convites de nascimento, deve ser vista como a personificação de forma e função: a integração do belo e do útil”.